PROPOSTA DE UM PROTOCOLO DE EDUCOMUNICAÇÃO PARA OS RESÍDUOS DOMICILIARES

 

PROPOSTA DE UM PROTOCOLO DE EDUCOMUNICAÇÃO PARA OS RESÍDUOS DOMICILIARES


 

A Educomunicação propõe uma inter-relação entre temática socioambiental, educação ambiental e comunicação. A disseminação das práticas de educação ambiental é instrumentalizada por programas de Educomunicação, haja vista que possibilita a interface da sociedade com o meio ambiente e não se relacionam somente às produções midiáticas, mas principalmente que visa ampliar o nível de comunicação das ações educativas, um processo de aprendizagem que busca resultados no curto, médio e longo prazo por meio da sua abordagem direcionada e meios de comunicação que atingem o público-alvo de forma efetiva. Ela contribui para a compreensão da questão ambiental e busca a mudança de hábitos, posturas e condutas humanas para ações sustentáveis.

 

O protocolo apresenta um conteúdo de Educomunicação como instrumento que contribua para despertar a consciência crítica acerca da sustentabilidade no gerenciamento dos resíduos domiciliares (RD):

  1.        Orgânicos
  2.        Rejeitos

c.  Recicláveis (plástico, papel, alumínio, aço, vidro)

d.  Pilhas, baterias e lâmpadas

e.  Eletroeletrônicos

f.   Medicamentos

g.  Exames de RX


O conteúdo do protocolo de Educomunicação apresenta as diretrizes para a realização das oficinas e material de divulgação impressa e digital.


A estrutura prevê a realização de duas oficinas, sendo a primeira para abordar e sensibilizar acerca das questões sobre meio ambiente e geração de resíduos.


E a segunda oficina deverá problematizar a questão dos resíduos domiciliares e apresentar as práticas corretas para o manejo sustentável.


      O material de Educomunicação contempla além do conteúdo acerca do manejo dos RD, espaço para a identificação da entidade promotora, mascote ou avatar, patrocinadores ou apoiadores, e QR CODE para acesso ao Blog Reduza Resíduos. 


UTILIZAR MATERIAL DISPONÍVEL DO BLOG REDUZA RESÍDUOS.


A entidade promotora caracteriza-se por quem assume a responsabilidade da execução e divulgação do material elaborado, pode ser o setor público, privado, social ou cooperativo, ficando aqui registrado o direito à utilização do material, desde que haja o compromisso de salvaguardar o mesmo, e não é permitido alterar o conteúdo produzido.


A entidade promotora pode, a seu critério, criar ou utilizar mascote ou avatar que simbolize as ações de educação ambiental dos RD, podendo, inclusive, fomentar concurso ou competição para a escolha do símbolo das ações a serem encorajadas, ficando os critérios desta escolha à sua responsabilidade, acompanhamento, deliberação e julgamento.


É aconselhável a busca de patrocinadores ou apoiadores para a viabilização da divulgação do material de Educomunicação. Estes podem ajudar com aporte financeiro para a execução do material ou para impulsionar e atingir um número maior de pessoas que serão expostas às informações.


Este material é exclusivo para fins educacionais e não é permitido a utilização para fins comerciais e/ou lucrativos.

 

Diretrizes gerais para a realização das oficinas de Educomunicação

 

Para a realização das oficinas deve ser utilizado conteúdo proposto pelo protocolo de Educomunicação que está apoiado na regulamentação vigente e de forma complementar, é importante se apropriar do conhecimento da legislação a nível nacional, estadual e municipal.

As oficinas devem assumir um caráter propositivo, participativo e provocador com o objetivo de conscientizar o público-alvo, ou seja, estimular a mudança de comportamento para a adoção de atitudes e ações ambientalmente corretas no manejo dos resíduos domiciliares que levem a transformação de hábitos.

Recomenda-se que as oficinas sejam realizadas por profissionais com domínio técnico sobre o assunto, que possuam linguagem apropriada e facilidade de relacionamento interpessoal. Este critério permite trabalhar de forma interativa e participativa as questões relacionadas à quebra de resistência, engajamento e teor científico da proposta. Neste sentido, é imprescindível que haja um resgate acerca dos conhecimentos, sentimentos e expectativas do público-alvo, que possibilitam traçar um diagnóstico da percepção da cultura local para aplicação das oficinas.

As oficinas podem ser propostas por entidades públicas ou privadas e para a realização deve ser considerado as etapas, conforme Quadro 1.

 

      Quadro 1 – Etapas e respectivos requisitos para elaboração das oficinas de Educomunicação

 

 

ETAPAS

REQUISITOS

Identificar o público-alvo

Traçar o perfil dos participantes e conhecer a realidade local para adequar o conteúdo e dinâmica da oficina.

Dimensionar a quantidade de participantes

Delimitar o número para propiciar maior interação – recomenda-se o máximo 20 participantes.

Definir facilitadores

Devem ter experiência comprovada e/ou formação na área ambiental. Orientação para pessoas e processos.

Definir recursos necessários (material e tecnologia)

Equipamento de multimídia; acesso internet; material de apoio; água e afins.

Definir o conteúdo

Estabelecer o conteúdo da oficina e o roteiro da programação.

Determinar datas e horários

 

Foco na disponibilidade dos participantes e facilitadores. Definir o tempo de duração.

Escolher um espaço físico

Priorizar estrutura acessível, agradável e acolhedora.

Definir as formas de divulgação da oficina

Fazer a divulgação utilizando meios para gerar engajamento dos participantes, tais como as redes sociais. Sugere-se buscar apoio das associações de bairro, de classe, e instituições religiosas. Evitar gerar resíduos com panfletagem.

Buscar patrocínios e apoiadores

Privilegiar patrocinadores e apoiadores com aderência às causas ambientais

Fonte: Kumschlies (2022)

 

O processo de educação ambiental dos resíduos domiciliares inicia pelo reconhecimento das questões que são nefrálgicas, como o descarte irregular e os seus impactos para o meio ambiente, desta forma, é necessário que haja o despertar da consciência crítica que infere a este um pensamento reflexivo e analítico visando que cada pessoa assuma o papel de protagonista e multiplicador e busque, a partir do próprio referencial, a (des)construção e (re)construção da realidade.


Verifica-se que a consciência passiva apenas confere a apropriação das informações, de forma linear de pensamento, limitada em dicotomias, impermeável às investigações, e com frágeis argumentações, assim, o fato de conhecer científica e racionalmente algum fato, não causa, necessariamente, uma mudança de atitude. Neste protocolo, a Educação Ambiental é um processo contínuo e dinâmico, com uma construção coletiva e comprometida com a criticidade que fomente ações sustentáveis transformadoras. Desta forma, o conteúdo desta oficina deve evidenciar os impactos ambientais, as suas relações, causas, consequências e soluções.


Para despertar a consciência crítica e promover o engajamento, o conteúdo ministrado nas oficinas deve partir de uma abordagem interdisciplinar e transversal, linguagem acessível e impactante, interativa e mobilizadora com uma interface com a realidade dos participantes para permitir a aquisição de valores para que atuem de acordo com o meio em que estão inseridos, entendendo melhor os seus problemas e propondo soluções. Assim, é recomendável a utilização de vivências, dinâmicas de grupo, atividades práticas, e relatos para troca de experiências.

Este protocolo de Educomunicação dos resíduos domiciliares prevê a execução de duas oficinas: a primeira deve ser realizada para abordar a questão ambiental de forma ampla e problematizar o impacto dos resíduos nesse cenário. Esta oficina deve despertar a consciência crítica dos participantes para a sustentabilidade do meio ambiente.

A segunda oficina deve ampliar o nível de consciência crítica buscando o engajamento para a adoção de novos hábitos no manejo dos resíduos domiciliares.

 

Diretrizes para execução da 1ª oficina - conscientização crítica acerca da sustentabilidade ambiental

 

Esta oficina deve promover uma reflexão e sensibilização que desperte a consciência crítica sobre as questões ambientais e fazer uma interface com a geração de resíduos e os seus impactos.

O aporte teórico deve estar apoiado na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que regulamenta e oferece as diretrizes para o correto manejo dos resíduos domiciliares. Informações podem ser acessadas no link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm


Deve-se utilizar como base teórica acerca da sustentabilidade ambiental a abordagem dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que pode ser acessada no link: https://odsbrasil.gov.br/ e reflete de forma equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e ambiental.


O Quadro 2 apresenta as diretrizes a serem adotadas nas oficinas de conscientização crítica acerca do meio ambiente e resíduos.

 

Quadro 2 – Diretrizes para execução da oficina de conscientização crítica acerca da sustentabilidade ambiental

 

                                                                                       OFICINA                         

Questões

Conteúdo

Abordagem

O que eu entendo por meio ambiente?

Contextualização da questão alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Primeiramente realizar vivência para entender o nível de conhecimento dos participantes acerca da questão.

Explanação do conteúdo.

Por que proteger o meio ambiente?

Trabalhar o senso de pertencimento – “conscientização crítica”.

Dinâmica de grupo – relatos sobre

Filmes e Documentários. Sugestão: Ilha das Flores; A Última Hora.

Lixo ou resíduo?

Panorama dos resíduos (global e local). Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010). Economia circular. Logística reversa.

Apresentar relato de catadores e dados da saúde pública.

Filmes e Documentários. Sugestão: Oceanos de Plástico; A História das Coisas.

Explanação do conteúdo.

O que

eu posso fazer?

Conceito dos 5R´s.

Relato e troca de experiências.

Explanação do conteúdo.

·         As oficinas devem ser realizadas de forma lúdica, com material audiovisual de impacto.

·         Utilizar como conteúdo de apoio o material de Educomunicação.

Fonte: Kumschlies (2022)

 

É importante que o facilitador utilize abordagens interativas com os participantes para instigar o posicionamento e protagonismo na construção do conhecimento. Esta prática é propiciada quando se permite debater, argumentar, contra-argumentar, explorar e (re)elaborar ideias e valores. 


O facilitador deve trazer conhecimentos sólidos e atuais na exploração do conteúdo a ser ministrado.

 

Diretrizes para a realização da 2ª oficina - conscientização crítica e engajamento no manejo ambientalmente correto dos resíduos domiciliares

 

A 2ª oficina deve abordar o manejo dos resíduos orgânicos, recicláveis e rejeitos, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Como premissa para aprofundar os conteúdos a serem trabalhados, deve-se considerar:

a. A PNRS preconiza que os resíduos devem ser separados em três frações: orgânicos, recicláveis e rejeitos e a Resolução nº 275/2001 do CONAMA estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos.

b. Os resíduos domiciliares incluem os orgânicos, como os restos de alimentos, podas e óleo vegetal e animal; os resíduos recicláveis, como plástico, papel, vidro, metal, lâmpadas, eletroeletrônicos e similares, móveis, roupas, dentre outros; e os rejeitos, caracterizados por resíduos que não podem ser reaproveitados ou reciclados de forma economicamente viável, como por exemplo, papel higiênico, fraldas descartáveis, rótulos de embalagens, adesivos, filme plástico e papelão engordurado, louças, bituca de cigarro, dentre outros.

c. Os resíduos orgânicos podem ser encaminhados para a compostagem; os inorgânicos para reciclagem ou reutilização; e os rejeitos para a disposição final no aterro sanitário ou outra disposição final legalmente constituída.

 

Manejo dos resíduos orgânicos

 

No país, quase 50% dos resíduos sólidos urbanos são formados por resíduos orgânicos, assim, é fundamental adotar soluções para o seu tratamento, de forma que minimizem os impactos ambientais que podem causar.

Com base no fluxograma abaixo (Figura 1), os conteúdos devem abordar de forma explicativa e exemplificando cada aspecto identificado.

 

Figura 1 - Estrutura para a realização das oficinas de conscientização e engajamento para o manejo dos resíduos orgânicos



Fonte: Kumschlies (2022)

 

Os resíduos orgânicos são constituídos por restos de alimentos, podas, óleo vegetal e animal que são descartados das atividades humanas e devem ser armazenados em coletor próprio.


No gerenciamento dos resíduos orgânicos, o primeiro passo é refletir sobre o padrão de consumo, isto é, avaliar o processo de compra destes produtos. Desta forma, deve-se privilegiar a compra de produtos de acordo com a necessidade individual ou familiar e na quantidade suficiente para não haver desperdício e deterioração imediata. Assim, é fundamental planejar a compra e levar em consideração, por exemplo, a aquisição de produtos de estação que oferecem, muitas vezes, uma melhor relação custo-benefício, haja vista que possuem um menor preço e possuem um maior valor nutricional. É importante estar atento ao prazo de validade para não adquirir produtos vencidos ou próximos do vencimento que poderão incorrer na perda dos mesmos. As compras por impulso tendem a gerar produtos supérfluos e, consequentemente, mais resíduos. É mais vantajoso comprar produtos perecíveis semanalmente ou à medida que forem utilizados em receitas.


Neste planejamento é importante considerar o tipo de embalagem, a melhor opção é escolher produtos com embalagens reduzidas, retornáveis e que possam ser reutilizadas ou recicláveis.


O segundo passo é conhecer os processos que contribuem para o melhor aproveitamento dos produtos. No caso dos produtos perecíveis, é importante conhecer a forma correta de higienização e armazenagem para evitar a contaminação e prolongar a durabilidade. O Serviço Público Federal por meio do Conselho Regional de Química do Estado do Rio de Janeiro desenvolveu a “Cartilha sobre Higienização e Sanitização de Alimentos do Produtor ao Consumidor”  que pode ser acessada no site: https://crq3.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Cartilha-CTAB-2020.pdf. Mais informações podem ser acessadas no site da Agência Brasília do Governo Federal por meio do link: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/04/17/aprenda-a-forma-correta-de-higienizar-frutas-verduras-legumes-e-embalagens/.  


É importante conhecer e adotar técnicas de congelamento de alimentos, que contribuem para a maior durabilidade e manutenção das propriedades dos mesmos. A prática de congelamento de alimentos ajuda a evitar o desperdício e auxilia no planejamento da alimentação, com preparações antecipadas, facilita a variedade do que será consumido, possibilita menor consumo de gás e energia e, finalmente, aproveita alimentos adquiridos a preços mais baixos no atacado, nas safras ou em promoções.


A elaboração do cardápio semanal auxilia a planejar melhor as refeições e consequentemente, o uso dos produtos da despensa. Deve-se privilegiar o uso de produtos que estão com o menor prazo de validade. Neste planejamento, deve-se dimensionar a quantidade de alimento a ser produzido e estimular bons hábitos para evitar o desperdício, seja por ter feito em excesso ou sobras nos pratos.


O terceiro passo é o reaproveitamento de alimentos, como talos, sementes, cascas, sobras de comida, inclusive o óleo vegetal, pois estes podem ser utilizados em novas receitas, produtos de limpeza e beleza. É necessário desmistificar e romper o preconceito sobre essa questão com informação de qualidade e práticas viáveis. É recomendável que ao perceber a existência de produtos que não serão consumidos, considerar a doação dos alimentos não perecíveis para bancos de alimentos e instituições de caridade locais. Neste sentido, é importante o auxílio da nutricionista e/ou cozinheiro que podem contribuir com receitas para o reaproveitamento dos alimentos, assim como de técnicos que tragam receitas de produtos de limpeza e beleza que são feitos a partir de alguns resíduos orgânicos.


É importante ressaltar a destinação correta do óleo vegetal usado, que deve ser armazenado em recipiente próprio e entregue nos Pontos de Entrega Voluntária ou para os catadores que utilizam para fazer produtos de limpeza.


Após esgotadas todas as formas de reaproveitamento dos resíduos orgânicos no uso doméstico, estes podem ser utilizados para fazer a compostagem doméstica ou comunitária, considerada uma ótima solução para reduzir a quantidade de resíduo produzido. É um processo natural de decomposição que transforma as sobras de material orgânico em adubo de excelente qualidade.


O Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo e o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina elaboraram um manual de orientação para a compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos que pode ser acessada pelo site: http://arquivos.ambiente.sp.gov.br/municipioverdeazul/2016/07/rs6-compostagem-manualorientacao_mma_2017-06-20.pdf.


A EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) disponibiliza na sua página as informações para a realização da compostagem orgânica:  https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1102843/compostagem-organica


Este material abarca todas as informações para a implantação do serviço de compostagem, oferecendo sólidos conhecimentos sobre o processo e métodos a serem utilizados.

Após esgotadas as possibilidades do uso dos resíduos orgânicos, estes devem ser descartados na coleta regular, sendo recomendável que haja o cumprimento à PNRS por parte do Poder Público para que sejam enviados para a compostagem institucional.

 

Manejo dos resíduos recicláveis

 

A Figura 2 apresenta a estrutura com o conteúdo a ser considerado para a realização das oficinas acerca do manejo dos resíduos recicláveis.


A partir da contextualização acerca dos principais resíduos recicláveis, abordar as ações que devem ser priorizadas para minimizar a geração de resíduos.

 

Figura 2 - Estrutura para a realização das oficinas de conscientização e engajamento para o manejo dos resíduos recicláveis




Fonte: Kumschlies (2022)

 

 

A oficina deve abordar o conceito dos 5R´s destacando a hierarquia que deve ser priorizada para a não geração e redução da geração de resíduos, sendo o repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, nesta ordem, e apresentar as práticas que podem ser adotadas e cada uma destas ações.


A abordagem poderá ser por meio de explanação teórica, com exemplos e atividades práticas, como aulas de artesanato e culinária.


Deve-se abordar os impactos que estes resíduos causam ao meio ambiente e o tempo de decomposição destes materiais na natureza. Salientar e sensibilizar que resíduo é bem econômico e fator de geração de emprego e renda para uma classe de catadores.

 

 

Manejo de outros resíduos domiciliares

 

O Quadro 3 apresenta outros resíduos que estão presentes nos domicílios e que merecem atenção quanto ao seu manejo e devem ser considerados nas oficinas para a orientação quanto ao seu descarte correto e destacar como deve ser feito o manejo de resíduos contaminantes, observando a destinação adequada, conforme a legislação vigente.

 

                        Quadro 3 – Outros resíduos domiciliares e sua destinação correta

 

 

RESÍDUOS

 

 

DESTINAÇÃO

Lâmpadas, pilhas e baterias

Pontos de entrega voluntária. Verificar no seu município. Itens altamente contaminantes.

Medicamentos usados, vencidos e suas embalagens

Farmácias e postos de saúde – verificar os que tem coleta disponível.

Exames de RX e de imagem

 

Clínicas que realizam tais exames e hospitais. Item altamente contaminante.

Roupas e afins

Doação e reciclagem.

Resíduos de grande volume: móveis, eletrodomésticos e similares

Doação ou contatar a Secretaria de Limpeza Urbana do município para fazer a coleta.

Fonte: Kumschlies (2022)

 

Manejo dos rejeitos

 

Os rejeitos são formados pela parcela dos resíduos que não pode ser compostada, reciclada ou reutilizada, ou seja, esse é realmente o lixo que produzimos. Normalmente são compostos por papel higiênico, absorventes, fraldas descartáveis, rótulos de embalagens, adesivos, filme plástico e papelão engordurado, louças, fotografias, bituca de cigarro, dentre outros.


Os rejeitos devem ser bem acondicionados a fim de não gerar mal odor e contaminação, assim como, materiais que possam ferir os profissionais da coleta. É recomendável o uso de sacos biodegradáveis para fazer o descarte dos resíduos.


Deve-se verificar junto a Secretaria de Limpeza Urbana os dias e horários que os rejeitos podem ser colocados para a coleta regular e conhecer o limite de peso que os sacos podem ter.


A geração de alguns rejeitos pode ser reduzida, como por exemplo, a substituição de fraldas descartáveis por fraldas de pano e os absorventes por coletores menstruais.


A disposição final ambientalmente correta dos resíduos é o aterro sanitário ou centro de recuperação energética.

 

Material de Educomunicação dos resíduos domiciliares

 

O material de Educomunicação apresenta de forma didática, clara e objetiva as principais informações que devem ser consideradas para divulgar, de forma digital e impressa, o correto manejo dos resíduos domiciliares e para apoio às oficinas propostas.


O material para divulgação digital dos RD é composto por:

a. Posts:  estilo carrossel para divulgação nas redes sociais.

b. Blog: para aporte do Protocolo de Educomunicação com as diretrizes e material; e informações adicionais, como textos, legislação pertinente e espaço para comentários e troca de experiências: https://reduzaresiduos.blogspot.com/

c. Instagram: @reduza_residuos

d. QRCode: inserção no material impresso para acesso ao Blog Reduza Resíduos


O material para divulgação impressa dos RD é composto por:

a. Cartaz: para divulgação nos transportes públicos, instituições de ensino, associações de bairro e de classe com conteúdo. Confeccionado em papel A4 reciclado.

b. Glossário: com os principais termos ambientais para apoio aos facilitadores.

c. Guia: para distribuição nas associações de bairro, de classe, e participantes das oficinas. Confeccionado em papel A4 reciclado, com duas dobras.

 

Para normatizar alguns conceitos e entendimentos acerca da temática a ser trabalhada nas oficinas, elaborou-se um glossário socioambiental. Consultar material.

 

ESTE MATERIAL É EXCLUSIVO PARA FINS EDUCACIONAIS E NÃO É PERMITIDO A UTILIZAÇÃO PARA FINS COMERCIAIS E/OU LUCRATIVOS.

 

 

 

Comentários

  1. Boa noite, compartilho esse procedimento, vamos reduzir o acúmulo de resíduos sólidos.

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